quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dourado – Matéria no Meia Hora

Um papo entre campeões

ALESSANDRO COSTA/ AG O DIA

Durante o Big Brother Brasil 10, o campeão do reality show, Marcelo Dourado, contou com uma torcida especial no Rio: os jogadores do Flamengo. No dia da grande final do programa, 30 de março, o lateral-direito Léo Moura revelou que ele e os colegas de time torciam pelo lutador. "Ele é o cara. No Flamengo, a popularidade do Dourado é alta", contou o craque, que, assim como o zagueiro David e o atacante Vagner Love, votou muito para que o gaúcho faturasse R$ 1,5 milhão. Por isso, o MEIA HORA resolveu promover um encontro de Léo e David com Dourado no Windsor Hotel, na Barra da Tijuca, onde o lutador estava hospedado até sexta-feira.

Num papo entre 'brothers', os três conversaram sobre o BBB, futebol e, claro, se tietaram. Dourado ficou na maior alegria ao saber que contou com a torcida dos craques. "É bacana demais isso. Fico feliz. Léo é querido pela torcida do meu time, Inter. Gritam: 'Léo Moura é nosso'", afirmou o lutador.

Já Léo revelou que só passou a acompanhar o BBB por causa de Dourado. "Não vi as outras edições. Mas acompanhei esse BBB porque me identifiquei com Dourado. Ele é como eu: com atitude e fala as coisas na cara."

ALESSANDRO COSTA/ AG O DIA

ALESSANDRO COSTA/AG O DIA

ALESSANDRO COSTA/ AG O DIA

Meu sonho de criança é fazer humor'

Marcelo Dourado nocauteou seus adversários no "BBB 10" e venceu o reality show, com 60% dos votos. Mas é um campeão polêmico, acusado de homofobia - o que, para ele, não faz sentido. Atencioso e simpático, Dourado faz aqui uma avaliação da sua conduta na casa, diz o que pretende fazer com o prêmio de R$ 1,5 milhão, que ainda não recebeu, e conta o seu sonho de criança.

O que sentiu na hora que foi convidado para voltar ao "BBB"?
Fiquei assustado e nervoso. Porque, se não ganho o "BBB", tem ônus, sou julgado pelo meu trabalho e afeta muito a vida. Mas valeu! Se antes fui rejeitado, com 68% dos votos no "BBB 4", agora fui absolvido. Quando voltei, cheguei a pensar que ia sair mais esculachado do que da primeira vez. Fiquei preocupado.

Mudaria algo em seu comportamento?
Eu me daria um pouquinho mais de bom humor.

Cadu e Lia são amigos que quer preservar?
Sim. E também estou aberto a amizades. Não tenho mágoa de ninguém na casa. A gente tem que ter humildade para ver o que errou. E havia pessoas legais ali.

E as acusações de ser homofóbico, maltratar cachorro da raça poodle e não ter fé?
Não chegou nenhum processo para mim ou acusação formal sobre homofobia. Sobre o poodle, eu disse no programa que tinha medo dele. E sobre a minha tatuagem, escrito "sem fé", é bobagem o que disseram. Eu brincava muito na casa. Não posso falar nada que vira polêmica.

E o prêmio?
Não quero mexer. Fecho a mão (risos). Vou comprar um apê e uma moto de 600 cilindradas. Não sei se volto a lutar, porque é difícil patrocínio para vale-tudo. Tinha que trabalhar para sustentar meu treino, dando aula 12 horas por dia, e fora que tenho 100 pontos na cabeça. Quero voltar a dar aula, mas abrir uma franquia com meu nome.

Quer trabalhar na TV?
Meu sonho de criança é fazer humor. Não sou ator, mas vou fazer uma graça. Vou fazer curso de vídeo, teatro e tirar a carteira de ator.

Posaria nu?
Claro. Até aceitei convite para o Globo Rural (risos). Brincadeirinha! Acho que não faria. Seria por vaidade e acho que não somaria em nada me verem de sunga.

E o assédio das moças?
A mulherada não está caindo em cima. E continuo namorando. É muito carinho fraternal. Uma senhora falou para mim assim: "Você não é tão feio ao vivo. É bonito". Eu só pude agradecer (risos).

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